A História do Scrapbooking

 

Scrapbooking surgiu como um hobby há mais de 100 anos e está cada vez mais presente nos dias de hoje, sendo um método seguro para armazenamento de fotos e guardar nossas lembranças.

De um modo geral Scrapbook ou scrapbooking é a arte de decorar álbuns fotográficos. Porém pode–se usar esta técnica também para fazer convites de aniversários, casamentos, chá de panela…, agendas, marcadores de livro, lembrancinhas e tudo que sua imaginação permitir. O Scrapbooking se divide em duas partes: o artesanal e o digital.

Conhecido também como álbum de memórias ou de retalhos.

O termo “scrapbook” vem de papéis coloridos brilhantes que eram chamados de “scrap” sendo originalmente os recheios dos primeiros álbuns. A arte de Scrapbook teve início há muitos séculos, através de diários, jornais e livros, na Alemanha passando então para Inglaterra. No século XVII havia um tipo de “álbum” chamado de Commonplace Books, onde as pessoas escreviam poemas e anotações; estes diários eram feitos à mão. Outro tipo interessante era o “álbum dos amigos”, nesse “álbum” havia pensamentos e recordações, sendo costume na época colecionar cabelos dos amigos como lembrança. Nos Estados Unidos, a arte do Scrapbook chegou há mais de cem anos, desenvolvendo-se principalmente na América do Norte, em regiões como Salt Lake City em Utah, onde se concentram muitas famílias da religião Mórmon.

Hoje em dia a diferença básica entre os primeiros álbuns de scrapbook e os de hoje são as fotos. Por volta de 1880 quando a primeira câmera foi inventada, as fotos de família foram aparecer nos álbuns. Países como Inglaterra, Austrália, mas principalmente nos EUA, scrapbooking é uma arte expressiva que mostra fotos e recordações de uma forma segura e criativa em álbuns.

Os materiais mais utilizados são: papéis acid free, cola acid free, fotos, canetas acid free, linhas, botões, ilhóses,tinta acrílica e tudo o que possa conferir mais beleza e harmonia, guardando assim o momento registrado nas fotos, sem o risco de desbotar, manchar ou se descolar com o tempo.


A História da Dècoupage

Significa recortar e colar. É a arte de revestir com gravuras as superfícies de objetos como madeira, metal, vidro e tecido. É uma técnica antiga, porém continua atual, versátil, e divertida.

O termo Découpage é francês (decouper=cortar), porém sua origem é italiana. Essa técnica na época ficou conhecida como “Lacche povero“, que significa a laca do homem pobre, porque aqueles que não tinham recursos para empregar um artista a decorar suas mobílias e objetos decorativos, podiam obter efeitos distintos e requintados com gravuras coladas sobrepostas à peça e revestidas com múltiplas demãos de verniz ou da laca.

Essa forma de arte começou em Veneza, Itália, por volta do século XII e foi difundida no século XVII no resto da Itália, França, e Inglaterra. Muitas decorações elaboradas em caixas, bandejas, cinzeiros e tampos de mesas que acreditavam ter sido pintadas a mão e tinham sua origem nos séculos XVIII e XIX, foram analisadas mais tarde descobrindo-se que se tratava de uma mera aplicação de gravuras inteligentemente dispostas e coladas sobre as superfícies.

A dècoupage permite que mesmo que se faça inúmeras peças com o mesmo material, elas nuncam serão iguais.  O presente feitos com essa técnica será sempre diferenciado e único.

No Brasil ela está se tornando cada vez mais difundida e aprimorada.  Muitas pessoas querem decorar suas casas,  presentear ou até mesmo comercializar suas peças.  Seja para qual fim for, preparar uma peça, pequena ou grande é sempre muito prazeiroso e gratificante!


Um pouco da história do Patchwork

 O patchwork é um  trabalho manual muito antigo. Desde a época do Egípicios antigos já vemos, através dos desenhos nas paredes da pirâmides, faraós usando roupas acolchoadas e rebordadas. 

Na Europa, durante a idade média, roupas de quilts eram feitas de sobras de tecidos para serem usadas como proteção embaixo das armaduras de ferro. Naquela época também eram feitas colchas para aquecimento. O patchwork e quilt na idade média era algo utilitário. O colcha de retalhos e se espalhou por diversos Países da Europa como Inglaterra, Alemanha, França e Itália e era constituida do que chamamos “sanduiche”, ou seja: a parte superior, manta que na época era feita de lâ de carneiro ou sobra de tecidos antigos e forro. Ela precisava ser bem quente, pois o frio na Europa é muito intenso. 

Os peregrinos, colonizadores dos Estados Unidos, que fugiam da Inglaterra devido a perseguição religiosa, levaram este artesanato para o Novo Mundo. Esses colonizadores eram muito rígidos e as mulheres eram incentivadas a fazer trabalhos manuais para que o “demônio” não tivesse espaço em suas mentes. As mulheres só tinham permissão para sair de casa duas ocasiões, para ir a igreja ou para ir às qeuniões de quilteiras. –  quilting (abelhas). 

Nestas Reuniões elas faziam colchas, roupas e cortinas de retalhos de sobras de roupas ou mesmo de roupas velhas, porque não tinham dinheiro nem onde comprar tecidos. Em vez de costurar os retalhos de qualquer jeito como quilteiras pioneiras planejavam e costuravam formando padrões muito artísticos dando vasão às suas ambições, desejos, sentimentos e até mesmo suas posições políticas já que não tinham direito a voto. Naquela época todas as mulheres deviam fazer 12 colchas  antes de se casar (um quilt para cada mês do ano) e só então estariam prontas para casar. 

Com a invenção da máquina de costura caseira em 1846, o patchwork e quilt passou a ser feito tanto a máquina quanto à mão. Após a segunda guerra mundial quando diversas mulheres foram trabalhar em indústrias e no comércio, e o patchwork e quilt ficaram para segundo plano. 

Na década de 70 houve um ressurgimento do patchwork e quilt, quando foram desenvolvidos diversos acessórios e instrumentos, como réguas e cortadores especiais, que, aliados ao uso da máquina de costura deram mais velocidade ao patchwork e quilt permitindo adaptar este trabalho manual ao ritmo de vida corrido do século 20 e 21. A indústria têxtil também passou um desenvolver estampas e cores especiais para o patchwork e quilt o que tornou infinita a paleta de cores e estampas. Com as novas padronagens os quilts se tornaram verdadeiras obras de arte. Por isso hoje em dia o patchwork e quilt é considerado mais que um artesanato, é considerado uma arte também.   
Existem hoje, nos Estados Unidos, museus e galerias de arte especializadas não Patchwork e Quilt. Durante o Brasil colonial e imperial o patchwork e quilt ficou limitado aos escravos que usavam os retalhos das sobras das roupas de seus senhores assim como roupas velhas para fazer cobertas e roupas. Somente após a república e com a imigração européia de italianos, alemães e posteriormente ingleses e americanos,  a colcha de retalhos passou a ser mais um ser difundida aqui no Brasil. 
 
 
(Fonte: Wikipedia)